O cheiro forte do café
subindo no vento,
brincando no tempo,
desperta meu coração.
E pego nas mãos
o pão da alegria
comprado à tardinha
na esquina da casa,
no bairro, na praça,
na padaria da minha infância.
Servido à mesa,
o leite morno entre irmãos,
o riso, o pão,
comunhão e conforto.
Absorto, foge o meu pensamento
no ar.
À minha frente um novo pão,
adulto, maduro,
outra mesa, outro tempo,
convida saborear.
(Cecilia Terror)